A pior saída de mulheres de sempre

A noite de babes estava a ser planeada há muito tempo e podia ter sido absolutamente espetacular, só que não! 
O excitex era tal que parecíamos as miúdas com o pipi aos saltos em véspera de viagem de finalistas para Lloret del Mar.
O plano inicial era conhecer o mais recente restaurante de Lisboa onde os empregados nos acolhem em trajes menores mas como isto é só rebarbados precisamos reservar com relativa antecedência, tipo 5 meses. 
Superado o trauma inicial por não conseguirmos mesa para três optamos por uma solução menos porcalhota. Escolhemos um restaurante brasileiro na Costa da Caparica que em tempos tinha música ao vivo mas acharam too much e substituíram por uma play list de Kenny G, foda-se não se faz. Desculpem o palavriado mas fico irritada só de me lembrar.
Comemos pão de queijo com caipirinha, recordamos cenas do passado e falamos aquelas merdas típicas de “senhoras” quando se juntam, nomeadamente, qual o gajo com quem curtiram que tinha a piça maior, qual o mais tesudo, enfim vocês sabem como é!
A noite estava a ser fraquinha para as nossas elevadas expetativas e precisamos daquele plus para animar. Vai daí escolhemos ir até um espaço noturno com cavalheiros a dançar sensualmente. Em Lisboa há apenas 1 sítio do género e é misto. Não era a mesma coisa mas anuímos por falta de opções relevantes.
Estávamos muito longe de imaginar o que iria suceder a seguir.
Entramos no palácio da sedução e para além do velhote da receção que nos ofertou rebuçados bola de neve e gajas em combinação éramos as únicas “convidadas”. Sentamo-nos na primeira fila do recinto e ali estivemos durante umas horas a conversar e à espera do bailarino.
Ele não chegava e pensamos que talvez fosse mais divertido descer para outro piso e assistir ao show feminino, sempre dava para ver as modas e aprender algumas técnicas para abanar o cu sensualmente. Aquelas gajas são pro, nunca na vida lá conseguimos chegar.
O senhor do bar chamou-nos e disse que o polícia tinha chegado, já me fodi deixei o carro mal estacionado, pensei humildemente.
Era o artista e estava ali propositadamente para as 3 depravadas. O bófia era giro, tinha um rabinho redondo e se trocasse de especialidade podia na boa fazer parte do calendário dos Bombeiros gostosos de Setúbal. 
Acabado o seu número bazou, foi-se compor e veio sentar-se na nossa mesa. Aposto que ninguém vai acreditar no que aconteceu a seguir mas caguei.
O rapaz precisava desabafar, começou a contar histórias da sua profissão, muitos anos a virar frangos, festas de swing, feiras eróticas e cenas maradas que nunca imaginei existirem. Senti-me uma freira, desconhecia totalmente este mundo.
Foram umas longas horas de bazófia, às tantas contou a sua vida pessoal, nomeadamente que apaixonou-se por uma noiva a quem fez um strip na despedida de solteira. A moça casou e separou-se passado 2 meses. Ele já aviou mais de 200 pessoas com pipi mas finalmente descobriu o amor. Sacou a agora divorciada e vão ser pais daqui a 1 semana, não é lindo?
Pronto foi assim uma noite sui generis, mega secante. Não dancei, não cantei, a única bebida que consumi custou 18.50€ e passei a noite a ouvir um homem de 40 anos a falar da sua incrível vida de animador noturno.

A única coisa positiva nisto tudo é que já encontrei a mascote de Panda para a festa do 2.º aniversário do meu filho. Reforçando os velcros laterais fica à maneira.


Foi deprimente, badamerda para as saídas de mulheres.

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